A caixinha do anel parecia mais pesada do que deveria em sua mão. Ela já sabia que aquele momento chegaria. Ele havia dado pistas por semanas, planejado o pedido perfeito sob as estrelas, organizado para que sua família e amigos estivessem presentes. Mas nada poderia tê-la preparado para a onda de emoções que a atingiu quando ele se ajoelhou.
Sete anos de espera. De chamadas de vídeo e despedidas adiadas. De contar os dias até poderem finalmente estar juntos. E agora, aqui estavam eles. Ele havia conquistado sua família. Ganho a confiança de seus amigos. Provar a si mesmo de maneiras que iam além das palavras.
Ela não conseguia parar de sorrir. Não conseguia parar de rir. Não conseguia parar de pensar na vida que estavam prestes a construir. A distância havia sido brutal em alguns momentos. A incerteza de quando se veriam novamente. A forma como cada reencontro parecia um milagre.
Mas eles haviam feito dar certo. Tinham escolhido um ao outro, repetidas vezes, em cada desafio e revés. Ela lembrava da primeira vez que haviam falado sobre o futuro. Como ele disse que não conseguia imaginar a vida sem ela. Ela acreditou nele naquela época, mas ouvir aquilo agora, com o anel em seu dedo, parecia uma promessa que finalmente podia confiar.
Ela não parava de reviver aquele momento em sua mente. A forma como suas mãos tremiam ao deslizar o diamante em seu dedo. A forma como seu coração parecia prestes a sair do peito.
Ela não era ingênua. Sabia que a vida não era um conto de fadas. Mas, pela primeira vez em anos, sentia que estavam na mesma sintonia. Que finalmente estavam construindo algo real, algo sólido. Não via a hora de descobrir o que viria a seguir.
A única pergunta que ficava era sobre a vida que estavam prestes a criar juntos. Se o amor havia sobrevivido à distância, o que mais não poderia sobreviver?